Implante dentário: o que é, como funciona e quem pode fazer
Tudo o que você precisa saber antes de repor um dente, explicado sem complicação.
Perder um dente mexe com muita coisa: com a mastigação, com a fala e, principalmente, com a vontade de sorrir. A boa notícia é que hoje existe uma forma segura e natural de repor esse dente: o implante dentário. Neste texto, a Dra. Ana Poletto explica, sem termos difíceis, como ele funciona.
O que é um implante dentário?
Pense no dente como uma árvore: tem a parte que aparece (a coroa) e a parte que fica escondida, presa no osso (a raiz). Quando um dente é perdido, as duas partes vão embora.
O implante substitui justamente a raiz. É uma pequena peça, geralmente de titânio, colocada no osso da boca. Depois que ela se firma, recebe por cima um dente novo, feito sob medida para combinar com os seus outros dentes.
Como é o tratamento, passo a passo
- Avaliação. A dentista examina a boca, a gengiva e o osso, geralmente com a ajuda de exames de imagem.
- Planejamento. Você recebe o plano completo: as etapas, o tempo previsto e as opções para o seu caso.
- Colocação do implante. É um procedimento feito no consultório, com anestesia local.
- Período de cicatrização. O osso se une ao implante. Esse tempo varia de pessoa para pessoa.
- Dente novo. Por fim, a coroa definitiva é instalada sobre o implante.
Em alguns casos, quando há indicação, é possível sair com um dente provisório no mesmo período da cirurgia. Isso é avaliado individualmente.
Dói colocar implante?
O procedimento é feito com anestesia local, então você não sente dor durante a cirurgia. Nos dias seguintes pode haver um incômodo leve ou um pequeno inchaço, que costumam ser controlados com as orientações e a medicação indicadas pela dentista.
Quem pode fazer implante?
A maioria dos adultos pode. O mais importante é ter gengiva saudável e osso suficiente para segurar o implante. E, se não tiver, muitas vezes é possível reconstruir essa base com enxertos.
Algumas situações pedem atenção extra, como diabetes descontrolada, tabagismo intenso ou doenças na gengiva sem tratamento. Por isso a avaliação é tão importante: é nela que se define o caminho mais seguro para você.
Por que a gengiva importa tanto?
Um implante é como uma casa: precisa de um terreno firme. A gengiva e o osso são esse terreno. Quando estão inflamados, o risco de problemas aumenta. É por isso que a Dra. Ana, que também é periodontista (especialista em gengiva), sempre olha para a base antes de colocar o dente novo.
Quais as vantagens do implante?
- Fica firme: não sai do lugar na hora de comer ou falar.
- Aparência natural: o dente novo é feito para combinar com os seus.
- Preserva os dentes vizinhos: diferente de algumas pontes, não é preciso desgastar os dentes ao lado.
- Ajuda a manter o osso: o implante estimula a região, o que ajuda a evitar a perda óssea que acontece onde falta dente.
Quanto tempo dura um implante?
Com bons cuidados, um implante pode durar muitos anos. O segredo é simples: escovar bem, usar fio dental (ou os acessórios que a dentista indicar) e não faltar às consultas de manutenção. Assim como os dentes naturais, o implante também precisa de acompanhamento.
Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta. Cada caso deve ser avaliado individualmente por um cirurgião-dentista.
Dra. Ana Claudia Poletto — Periodontista e Implantodontista — CRO/SC 18846